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Os pesquisadores Zhanjia Zhang e Weiyun Chen, da Escola de Cinesiologia da Universidade de Michigan dos Estados Unidos da América, publicaram dias atrás um interessante estudo sobre a influência dos exercícios físicos na felicidade e que foi publicado na revista Journal of Happiness Studies, entitulado “A Systematic Review of the Relationship Between Physical Activity and Happiness”.

Os benefícios da atividade física na saúde mental já foram bem documentados (Saxena et al. 2005), reduz efetivamente a depressão e a ansiedade (Ströhle 2009), é uma medida preventiva ou curativa para transtornos mentais (Rosenbaum et al. 2014) implicando em redução de custo médico (Alexopoulos 2005; Katon et al. 2003).

A Organização Mundial da Saúde já enfatizou a dimensão positiva da saúde mental e definiu que “a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”.

A felicidade é definida como um estado mental subjetivo caracterizado pelo prazer e contentamento refletindo o bem-estar subjetivo geral do indivíduo (Diener 2000; Veenhoven 2010). As pessoas classificam a felicidade como um dos objetivos mais fundamentais de suas vidas (Diener e Seligman, 2004). Recentemente, vários países, como França, Canadá e Reino Unido, incluíram até mesmo o índice nacional de felicidade como um indicador do progresso nacional (Ghent, 2011).

Entre os fatores associados à felicidade, a atividade física tem recebido atenção crescente entre os psicólogos. Estudos transversais recentes mostraram que a atividade física está associada à felicidade (Lathia et al. 2017; Richards et al. 2015).

A atividade física também teria efeito na saúde mental como depressão e ansiedade? Para responder a essa questão foi feito este estudo que forneceu uma síntese significativa da literatura existente. Especificamente, duas questões de pesquisa orientam este estudo: (1) qual tipo, duração, frequência, intensidade ou domínio da atividade física está mais consistentemente associado a níveis mais altos de felicidade e (2) quais grupos de população são mais propensos a se beneficiar de tais associações. .

As descobertas sugerem um efeito de limiar, os níveis de felicidade eram os mesmos se as pessoas se exercitavam mais de 150 minutos por semana. Em comparação com pessoas inativas, a razão de chances de ser feliz era 20% maior para pessoas que estavam insuficientemente ativas, 29% para as suficientemente ativas e 52% para as muito ativas.

Para os jovens que praticavam atividade física uma vez por semana, em comparação com quem não praticou nenhuma, tinham 1,4 vezes mais chances de serem felizes, caso estivessem com peso normal, e 1,5 vezes mais se estivessem acima do peso.

Este estudo identificou quinze estudos observacionais e oito estudos de intervenção que investigaram a relação entre atividade física e felicidade. A conclusão é que mesmo pouca atividade física, quanto dez minutos por semana, faz diferença no nível de felicidade. No entanto, mais pesquisas são necessárias para determinar a dose ideal e o tipo de atividade física para obter os benefícios da felicidade.

Mario Eugenio Saturno (cientecfan.blogspot.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.

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Exercitando a felicidade

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